segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Vivenciando o emocional de uma criança de 2 anos.


Hoje passei por uma cena com o meu filho de 2 anos e 4 meses q apenas tinha visto nos meus livros de Psicologia e na época da faculdade.
Acordamos tarde devido a esse frio de hoje , ficamos em família , papai , mamãe e o nosso filho Felipe (sem a baba) tomamos café da manhã juntos, papai resolveu preparar um almoço especial ( 1 dia de férias na cozinha )e eu fui brincar com o Felipe. Almoçamos juntos  e depois o Felipinho lavou a louça ( aqui tudo é de acrílico )ajudei -o mas o danadinho lava direitinho  . Tudo indo a mil maravilhas até o pai anunciar q já estava indo trabalhar , hoje ele tava de serviço de 16.00 a meia noite. Papai saiu mas cedo de casa e na hora de ir embora Felipinho disse "Papai não papai"(pedindo ao pai para não ir) Meu marido explicou q tinha q ir e q logo logo chegaria , aí ele pergunta" mamãe vai ?" Eu seguramente disse q não e estaria com ele e faríamos muitas coisas legais. Nos despedimos com muitos beijos e papai foi embora coberto de tchaus e bjs jogados. Dei um banho no Felipe , vesti uma roupa bem quentinha nele e enquanto arrumava as coisinhas q ficaram espalhadas do banho me deparo com a seguinte CENA : Felipinho sentado na sua cadeirinha de plástico na sala , com a cabeça baixa e as lágrimas descendo pelo rosto em silêncio. Me assustei e perguntei "o q foi Filho ??" " O q aconteceu ??? " Ele chorando mansinho pediu colo me abraçou e disse "Mamãe e o meu papai?? " " Papai ,  mamãe o meu papai foi " Nossa fiquei surpresa, embora teoricamente sabia q a criança tem a vivência do seu emocional , mas confesso q aquela cena dele na cadeirinha me marcou. Fiquei abraçadinha com ele, explicando q ele tava triste pq o papai foi trabalhar , mas q o papai voltaria para casa mais tarde e q ele precisava trabalhar para pagarmos algumas contas , a pizza de ontem ( q o próprio Felipe entregou o dinheiro para o motoboy) e q quando sobra moedinhas ele e o papai colocam no cofrinho q eles tem.Daí brincamos , dormimos , recebemos a visita do primo Gabriel q brincaram muito e depois jantamos oramos e dormimos. Quando o papai chegou contei o fato ocorrido . Teve um momento de madrugada q Felipe acordou e o papai foi lá deitar com ele um pouquinho , dar segurança e carinho ao filhote.
Com isso conclui q Inicialmente, o leque de emoções é vasto, desde o puro prazer até à raiva frustrada. Embora a capacidade de exprimir livremente as emoções seja considerada saudável, a criança necessitará de aprender a lidar com as suas emoções e de saber que sentimentos são adequados, o que requer prática e ajuda dos adultos.

8 comentários:

Nanda disse...

Fatinha, adorei seu blog, uma fofura!!! Já estou tê seguindo!!
Impressionante como essas nossas " criaturinhas" fofas nos surpreendem. Tenho uma de dois anos e meio e ela é minha maior companheira.
Um bj grande
nanda

www.belezasanta.blogspot.com

Desconstruindo a Mãe disse...

Oi,

Obrigada pela visita!

Fico pensando que nosso Caio tem 1 ano e 7 meses e quer nos acompanhar pra levar os cachorros pra fazer xixi e fica em casa porque o frio está desumano... e ele chora muito algumas vezes, mas em outros momentos abana e sorri.

Tem momentos em que quer ir levar a Mana pra escola, em outros momentos dá seu tchauzinho e fica nos cuidando pela janela...

Será que o modo pelo qual nos despedimos faz diferença? Será que na pressa deixamos a impressão de que não voltaremos?

Isso me intriga bastante!

Nisso vamos refletindo, tentando sempre acertar, né?!

Beijo!
Ingrid

Sarah disse...

Olá Fatinha! Obrigada pela visita ao meu blog! Muito legal o seu também, adorei as lembrancinhas que vc fez para o Dia dos Pais!
Nossa, essas despedidas partem o coração da gente né... quando vou deixar o Bento na escolinha fico com o coração apertado também, principalmente na segunda-feira, após ficarmos o final de semana inteiro grudados. Essa cena que vc descreveu foi de cortar o coração! O jeito é mesmo conversar com os pequenos, fazer como vc fez, abraçar... Aos pouquinhos eles passam a entender que a gente vai, mas volta.
Lindo seu filhote! Vamos sim trocar ideias sobre os pequenos!
um beijo!

Tati Pastorello disse...

Olá Fatinha, que bom ter o conhecimento teórico para saber como agir em certas ocasiões, não? Eu preciso me informar um pouco mais. Sempre me orgulhei de ser uma mãe informada, que lê e busca respostas, só que tem horas que me sinto tão perdida... e muitas vezes a frustrada acabo sendo eu... Que bom que vocês conseguiram conduzir a coisa!
Beijos.

Aldi disse...

Olá Fatinha obrigada pela visita e carinho lá no meu blog, amei seu blog, também sou mãe tenho uma filha de 7 anos...Bjs e uma otima semana...

Bonequinha de Luxo disse...

Fatinha, obrigada pelo carinho.Crianças realmente nos surpreendem.Fatinha tentei seguir vc mas a janelinha não abre, volto depois, bjs, Va.

Paula Li disse...

Oi Fatinha,
obrigada pela visita, sou casada mas não tenho filho, mas convivo com uma enteada de 6 anos. Dia desses ela chorou durante horas com saudade de uma prima que havia passado uns dias na casa dela.
Precisamos de muito carinho e paciência para faze-la sorrir novamente.
Bjs

Elza Carrara disse...

Fatinha, eu sou extremamente preocupada com o lado emocional do Arthur, eu já li muito sobre isso e me sinto calma, mas na hora que acontece, ás vezes fico frustrada.
Agora que vamos ter outro bebê aqui em casa, a preocupação dobrou, vamos ter que dobrar a paciência e carinho com ele daqui pra frente.
Bjs.